14 de agosto de 2015

O mundo criativo de Ana Strumpf

Ana Strumpf consegue ser muitas coisas no espectro criativo. Quem lembra da Garimpo + Fuxique, loja de decoração que utilizava retalhos para capas de sofás e poltronas, sabe que ela possui um lado colorido e lúdico muito presente nas suas criações. Ao ir morar em Nova Iorque, Ana teve que se aventurar em outras áreas criativas como o projeto Re.Cover, onde ela pega capas de revistas e faz verdadeiras intervenções artísticas por cima delas, que resultam em quadros lindos. Ilustradora, designer de interiores, de produtos, diretora e consultora criativa, ela é tudo isso e mais um pouco.

Tivemos o prazer de entrevistar a Ana e saber um pouquinho mais desse mundo criativo dela, como tudo começou e qual foi a influência dos tecidos na sua vida.

Divirta-se!

Projeto Re.Cover

Kalimo: Qual é a sua ligação com o mundo têxtil?

Ana Strumpf : Eu nasci no meio dos tecidos, meus pais eram donos da Formatex (loja de tecido para decoração que durou 65 anos no mercado). Na verdade começou com os meus avós, imigrantes da Europa e depois meu pai assumiu. Minha mãe, que é arquiteta, cuidava de toda parte da criação e desenvolvimento de estampas. Eu não lembro disso, mas , segundo minha mãe, meu pai levava amostras de tecido para ela aprovar na maternidade!

K: Como foi sua experiência quando estava a frente da Garimpo + Fuxique?
A.S. : Dos 3  filhos eu fui a única que me interessei por esse universo da decoração e do design, e desde os 13 anos já trabalhava na Formatex durante as ferias. Decoração e design, é uma paixão que vem de família, a moda e a arte são paixões que  desenvolvi.  A Garimpo + Fuxique foi uma experiência incrível de  juntar todas essas paixões de baixo do mesmo teto. Foi uma época muito legal (de 2003 a 2009), eu não tinha nem me formado da faculdade quando comecei. Trabalhava como produtora de moda em revistas, mas estava meio de saco cheio. Os retalhos antigos, que para Formatex eram um problema, viraram uma grande oportunidade para mim. Alem dos produtos que criava, também convidava designers e artistas p desenvolverem coleções p loja.

K: Sente falta de ter uma loja própia? Porque?

A.S. : Eu sinto falta da loja, do circo montado, da oportunidade de colocar todo o meu universo em um só lugar.  Mas do dia a dia não sinto nem um pouco de saudades,  é muito maçante. A razão que eu fechei foi porque no final estava fazendo 70% burocracia  e 30% criação, que eu tanto amo. E mesmo assim, por incrível que pareça, ainda sonho em ter loja de novo, mas algo bem diferente da G+F (mas por enquanto é só sonho mesmo rsrs).

K: Qual o trabalho criativo que mais gosta de fazer?

A.S. : Sou multi task, né? Trabalho com ilustração, design de interiores e de produtos, tenho coluna e programa na Vogue, direção criativa, pesquisa de tendência e etc. Sinto grande prazer em ser assim. Acho um privilégio poder exercer meu olhar criativo em todas essas áreas. Quando tem um projeto que eu possa unir tudo isso, é o que eu mais adoro!

K: O projeto Re.Cover surgiu da onde?

A.S. : Quando me mudei p NY tive que me reinventar, tinha acabado de fechar a Garimpo. Assim como atuar profissionalmente como designer de interiores, o projeto Re.Cover também surgiu lá. Foi um processo bem orgânico. Eu sempre gostei de desenhar, mas nunca tinha exercido como profissão. Comecei a postar no insta, as pessoas começaram a curtir, meus amigos da Galeria Nacional em SP  me chamaram para fazer um exposição e depois disso não parei mais de  desenhar, não só com o projeto Re.Cover, mas também projetos para outras marcas e revistas.

K: O quão importante você acha que seja o direcionamento criativo para uma empresa?

A.S. : Identidade visual hoje em dia é essencial. Me considero uma marca, tudo que faço, tento ser fiel a minha estética, a minha personalidade.

K: Para finalizar, pode nos contar um pouco sobre o case do Kecthups Strumpf?

A.S.: O Ketchup Strumpf também começou de uma forma bem orgânica, meu pai sempre adorou cozinhar e fazer molhos, ele é o dono da receita dos ketchups. A idéia surgiu em uma viagem de família p Londres, onde ele experimentou um ketchup caseiro e voltou animado para fazer o dele. Depois de muitos jantares e degustações informais, os filhos o incentivaram a lançar o produto. Somos sócios e investidores.

Projeto Re.Cover

http://www.anastrumpf.com.br/

 

Comentar via Facebook

comentários

Ana Strumpf, Arte, Criação, decoração, design
array(4) { [0]=> string(57) "http://lab.kalimo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/1.jpg" [1]=> string(89) "http://lab.kalimo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/e922a22621e3f1861b6c75ea0f6728682.jpg" [2]=> string(97) "http://lab.kalimo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/25d7de6e90f7578abe50b85848e25004-502x1024.jpg" [3]=> string(104) "http://lab.kalimo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/e922a22621e3f1861b6c75ea0f672868-cópia-cópia.jpg" }